O atual significado do Natal

Mensagens de Natal

      No Míni Aurélio eletrônico, vemos o seguintes significados para Natal de forma objetiva: 

       na.tal
[Lat. natale.x39]
Adjetivo de dois gêneros.
1. Onde ocorreu o nascimento.
Substantivo masculino.
2. Natalício (2).
3. Rel. Dia em que se comemora o nascimento de Cristo (25 de dezembro). [Com inicial maiúsc., nesta acepç.] [Pl.: -tais.]

 Porém é muito maior o seu significado, do qual estamos perdendo. O Natal teve suprimida em muito a sua essência original ao ganhar fins comerciais. Cada vez mais cedo lojas e demais estabelecimentos comerciais fazem crescer o apelo material da data, com decorações luxuosas de árvores e Noéis gigantescos. Trata-se de uma das datas mais lucrativas em vendas, afinal. Shoppings Centers abarrotados de pessoas, com horários estendidos; Crianças usando de todas as suas artimanhas para vencer seus pais pelo cansaço e conseguir seus presentes, ainda que as crianças menores ainda acreditem que Papai Noel é que trará seus presentes.
 Não se pode dizer que deixou de ser uma data importante pela confraternização entre pessoas: muitas famílias continuam a se reunir e sentir o prazer do diálogo e reencontro com parentes e amigos distantes ou que pouco convivem juntos, e que, às vezes, só se encontram nesta data. O interessante, nessa atmosfera pouco propícia para a reflexão deste real significado natalino, seria que buscássemos reencontrá-lo, para que sejamos realmente abençoados com uma vida nova no ano que surgirá em seguida.
Carlos Heitor Cony, no Natal do ano de 1996, já falava a respeito, e suas palavras não deixam de refletir a realidade ainda hoje, 16 anos depois: 

       “É uma pena. Porque o Natal, [...] lembra uma antiga e inarredável aspiração humana: a de um Deus entre nós, com a nossa carne. E passa despercebida a beleza daquilo que Renan considerou ‘o mais belo drama pastoril da humanidade’.
Independentemente do dogma e da fé, é comovente a história daquela judiazinha de 15 anos que aceitou sem espanto o anúncio do anjo de que geraria um Deus. Daquele carpinteiro que, de repente, sem aviso prévio, foi comunicado de que sua mulher geraria um Deus – e se tornou guardião da mulher e do menino.
E os pastores que velavam na imensa noite do deserto viram falanges de anjos dando glória a Deus nas alturas e receberam o convite para ir ver o menino. E foram. O evangelista usa o verbo exato: ‘transeamus’, vamos até Belém. Não adianta receber a mensagem e continuar na mesma. Ir é preciso.*”
CONY, Carlos Heitor. Folha de São Paulo, 25 de dezembro de 1996.
* Grifo do Blog do Mestre.
 
 

Veja também: (Mensagens de natal) Bate o sino!

  
 
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