Principais grupos de materiais


A grosso modo, se pode dividir os materiais usados pelo homem em três tipos: metálicos, cerâmicos e poliméricos, que se caracterizam distintamente por suas propriedades macroscópicas advindas de suas propriedades moleculares. Abaixo, algumas características destes grupos, sendo a mais notável que cada um se define por um dos três tipos principais de ligação química: iônica, covalente e metálica.

1 – Cerâmicos: combinam elementos metálicos e não metálicos na composição, como: Si, Ca, Al, O, etc. que sejam de natureza oposta (extremos opostos da Tabela Periódica), o que define que são formados predominantemente em ligações iônicas. Mecanicamente são duros, porém frágeis (sofrem ruptura após a ultrapassagem da tensão suportada), mas não deformação. São resistentes termicamente e quimicamente, não sofrendo corrosão, e sendo isolantes de calor e eletricidade.
Exemplos: derivados de argilas como tijolos, porcelanato, louças sanitárias, telhas, etc.; cimento, vidro, etc.

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2 – Metálicos: combinam elementos metálicos iguais ou em ligas, com o chamado ‘mar de elétrons’ na superfície, que não ficam presos á órbita de um único átomo. São fortes, porém passíveis de deformação (permitindo a ductibilidade e a maleabilidade). São excelentes condutores de calor e eletricidade, porém não são resistentes quimicamente, sendo suscetíveis à corrosão.
Exemplos: em metais puros ou em ligas, presentes em grades, portões, esquadrias, estruturas e telhados, adornos, veículos, eletrodomésticos, etc.

[TecnoMETAL]

3 – Poliméricos: são compostos por elementos não-metálicos, geralmente os elementos comuns na Química Orgânica: C, H, O, N e S; em ligações predominantemente covalentes, com estruturas moleculares gigantescas, tendo como um dos responsáveis por esta característica o elemento de carbono, que permite até quatro ligações, que é um dos mais presentes, juntamente com o Hidrogênio. São altamente flexíveis e possuem pequena densidade (ρ, também chamada massa específica). Seguindo a simples etimologia do termo polímero, de origem grega (poli = muitos; mero = parte), vemos que são materiais compostos por moléculas repetidas ou meros. Se há apenas um mero na molécula, se fala em monômero. Agrupando monômeros, unindo os seus meros por ligações covalentes, temos os polímeros.
Exemplos: em plásticos, borrachas e fibras, que compõem embalagens, peças automotivas (por sua capacidade de flexibilidade), tubos, conexões, equipamentos eletrônicos (no caso do plástico), vedações em geladeiras e freezeres, fixação de para-brisas, pneus (no caso das borrachas), portas e esquadrias de madeira, móveis, utensílios domésticos, roupas, cobertores,(no caso de materiais fibrosos como madeira e têxteis), entre muitos outros exemplos.                                                


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