Ozônio

watch_later 4 de agosto de 2016
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Química


O ozônio consiste em um gás presente na atmosfera, composto por três moléculas de oxigênio (O3). Muito se ouve falar da camada de ozônio, que seria importante para a manutenção da vida na Terra, mas existem outras aplicações práticas desse gás, como o efeito de desinfecção. Vamos ver a seguir estas duas grandes utilidades desse gás com maiores detalhes. 

[Imagem: Uberzon]


A camada de ozônio consiste em uma espécie de filtro, localizado de 25 a 30 km da superfície – na estratosfera. A forma mais estável de gás composto por oxigênio é justamente o gás oxigênio (o que era de se esperar, dada a disparidade de presença de um e outro gás), então o ozônio acaba passando constantemente de gás ozônio para gás oxigênio. Os raios ultravioleta contribuem nesse processo. A reconversão também ocorre na estratosfera, recompondo a camada.

Essa camada existe naturalmente, porém a ação humana, segundo estudos ao longo dos últimos anos, contribuiu para produzir falhas nessa camada, o que seria extremamente nocivo à nossa saúde, por conta de haver passagem direta de todos os raios UV. A liberação de compostos com CFC’s (clorofluorcarbonos), presentes em aerossóis, compressores de geladeiras mais antigas e outros produzia a abertura de ‘buracos’ na camada de ozônio, por meio da produção de oxigênio e de monóxido de cloro. Como alternativa, outros gases passaram a ser usados em refrigeradores e os atuais aerossóis utilizam os HCFC’s (hidroclorofluorcarbonetos), com metade da capacidade destrutiva dos CFC’s e que causam efeitos danosos em termos de aquecimento global. O próximo desafio é a eliminação destes compostos por outros não mais nocivos e que atendam aos requisitos de desempenho esperados.

Já o ozônio como elemento de desinfecção é algo produzido por ação humana, diferentemente deste gás como camada estratosférica. No tratamento de água ou mesmo de esgoto, a cloração é o processo mais usual de remoção de microrganismos patogênicos, sendo o preferido por seu preço e por seu efeito prolongado (consegue-se garantir um residual de cloro até nos pontos mais desfavoráveis, garantindo água potável livre de microrganismos patogênicos em toda a rede), em contraponto a outros sistemas que apenas desinfetam momentaneamente. Entretanto, há estudos que indiquem subprodutos nocivos (trialometanos) gerados pelo cloro e outros compostos residuais presentes na água. Ainda assim, é uma boa alternativa no tratamento, e não se deve dispensar a água da concessionária, dada a segurança no consumo, por esta ser potável.

O tratamento com ozônio, por sua vez, não gera esses subprodutos, pode ser muito mais rápido e com poder de oxidação 50% maior do que dos compostos à base de cloro. O ozônio é facilmente perceptível a baixas concentrações por seu odor forte. Sua produção ocorre quando uma corrente alternada de alta tensão é descarregada na presença de oxigênio, sendo este oxigênio ou puro ou presente no ar (exige-se um tratamento prévio, dado que o ar possui outros gases não interessantes no processo). Por fim, será aumentada a quantidade de ar na água ou no esgoto, o que, neste último, é benéfico à vida aquática no corpo receptor.







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