Renascimento, Iluminismo e os períodos antropocêntricos

História

Quando se fala em moda ou literatura, certamente você já deve ter ouvido falar que uma coisa ou outra vai e volta de uma coleção ou outra, de uma escola literária ou outra. Existem diferenças consideráveis entre o Arcadismo e o Barroco, mas se compararmos os períodos do Renascentismo e do Iluminismo às escolas literárias, seria o mesmo que fazer uma analogia entre Humanismo (1418 – 1527) e Classicismo (1527 – 1580). Durante estes períodos, a produção de conhecimento, artes e ciências tiveram grandes saltos de desenvolvimento, após períodos completamente opostos. 

Sandro Botticelli
[O Nascimento de Vênus, pintura renascentista de Sandro Botticelli. Imagem: UOL]


O renascimento foi o primeiro entre os períodos históricos citados a ocorrer, com o fim do Idade Média e o início da Idade Moderna, a ascensão burguesa, entre outras mudanças sócio-político-econômicas, durante os séculos XV e XVI. Nele, foram retomados valores greco-romanos e houve uma quebra enorme com os valores religiosos até então adotados. A Itália foi o primeiro grande polo renascentista, com o movimento vindo a atingir o restante da Europa mais tarde. Entre os grandes artistas da época, vale destacar: Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio e  Sandro Botticelli.

Mais tarde, outro período em que há um destaque em que se coloca o homem como figura central, e o desenvolvimento científico ganhando força, é o chamado Iluminismo (no século XVIII). Neste, ao contrário do anterior, onde havia a busca de quebra dos valores medievais, é reconhecida a presença de Deus, como o ‘Grande Relojoeiro’ que cuidava do bom funcionamento das engrenagens que compunham a Terra (Voltaire). Porém não deveria ser deixado de lado o uso da razão, ou luz, em contraponto ao antigo regime, termo aplicável, por exemplo, às monarquias absolutistas.

O desenvolvimento de novas teorias políticas no Iluminismo fez com que alguns monarcas se flexibilizassem (os chamados déspotas esclarecidos), porém essas teorias, no fundo, exigiriam avanços maiores, como a adoção dos três poderes (Montesquieu), estado democrático (Rousseau), não intervenção econômica estatal ou liberalismo (Adam Smith), entre outras.

No caso do Iluminismo, o grande polo de surgimento foi a França, mas os princípios iluministas se espalharam pela Europa e, alguns, perduram até hoje (basta ver a divisão de poderes no Brasil). Ao contrário dos demais períodos antropocêntricos (com o homem e a capacidade intelectual dele postos como ponto central do pensamento científico-filosófico e político), o método científico já havia sido fundamentado por René Descartes, de forma que todo o conhecimento desta época possui maior firmeza e relevância nos tempos atuais. O pensamento greco-romano teve sua importância histórica, mas hoje se sabe que bastantes coisas defendidas naquela época não são, de fato, verdadeiras, como a não conexão entre águas pluviais e abastecimento dos rios (ciclo hidrológico), mas havia a tendência de busca pelo conhecimento e profundas mudanças sociais e políticas, o que o destaca, como se fosse um marco inicial do antropocentrismo.






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