Um mal rotineiro - a enxaqueca

watch_later 22 de janeiro de 2013
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Ciência e Saúde 

Difícil é encontrar alguém que já não tenha sofrido com dores de cabeça. Mais raro ainda é encontrar alguém que não passe por este problema de maneira frequente ou em alguma fase da vida, em maior ou menor grau, sendo estimado um percentual de noventa por cento da população mundial. Ao avançar da idade, a ocorrência se torna maior em mulheres do que em homens. Há registros de mais de uma centena de tipos distintos de dores de cabeça diferentes, com causas específicas e de complicado diagnóstico. Ainda existe o problema de que a dor de cabeça pode ser a doença em si ou consequência de diversas outras doenças. 

[A dor de cabeça é um mal corriqueiro, nem por isso não indica sinal de alerta. Foto: Bumbando]

Dentro destas duas ideias é que surgem os conceitos de dor de cabeça primária (a doença em si) e dor de cabeça secundária, quando esta é sintoma e ocorre evolução no estado de saúde do enfermo quando é feito o tratamento para a doença que a causa. Um exemplo de dor de cabeça secundária é a provocada na infecção pelo vírus da gripe.
A automedicação, apesar de tão quotidiana, não é recomendada, pois o uso excessivo de apenas um medicamento pode causar dependência química e fazer com que, ao longo do tempo, o efeito esperado não seja mais o mesmo. É preciso saber qual a causa da dor de cabeça, que pode ter como causa o estresse, período menstrual, ingestão de algum tipo de alimento - esta causa é muito particular, o alimento que provoca dor em uma pessoa pode não produzir o mesmo efeito em outra, sendo as dietas de acordo com o código genético uma grande promessa de solução para este problema – ou bebida (em alguns casos, mesmo sem excessos), fadiga, ansiedade, choques emocionais, inalação de poluentes, uso de medicamentos vasodilatadores, distúrbios hormonais e tensão; sendo esta última a causa mais comum.
As dores de cabeça podem ter como origem a parte externa do crânio, por resultado da tensão de músculos do pescoço e do couro cabeludo. Mas também pode se originar na região interna do crânio, por inflamação, distorção ou algum outro problema que afete vasos sanguíneos ou membranas que constituem o cérebro. A dificuldade de diagnóstico se deve ao fato de que tanto uma forma como a outra afetam os mesmos nervos. Também ocorrem descompassos na forma de atuação e nas quantias das substâncias químicas cerebrais.
Para ajudar no diagnóstico por seu médico, busque verificar os seguintes detalhes:

- Quando as dores iniciaram;

- Simultaneidade entre ingestão de alimentos ou atividades com a presença da dor;

- Local e tipo de dor: se é latejante, em aperto, em pontadas, etc.;

- Duração das crises de dor de cabeça;

- Presença de outros sintomas associados (para ver se esta pode ser classificada como secundária ou como um quadro de enxaqueca), por exemplo: náuseas, vômitos, distúrbios visuais (principalmente em crianças), dores no corpo, febre, entre outros.

A enxaqueca é uma crise de dor de cabeça prolongada, com duração variante entre 4 a 72 horas, e que pode ser amenizada, se crônica, com o uso de remédios. Não é uma doença que afete diretamente a saúde levando à morte ou a sequelas, diferentemente do diabetes e outras doenças, mas provoca queda na qualidade de vida e na produtividade no trabalho ao longo do tempo.
Uma enxaqueca começa com a mudança na sensibilidade dos vasos sanguíneos da cabeça, quando alguns destes vasos sofrem contração, reduzindo a irrigação sanguínea desta região. Desta forma, alguns sintomas como embaralhamento da visão e dormência são percebidos antes da ocorrência de uma crise de enxaqueca. Cessando a contração, ocorre a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva a uma dor de cabeça latejante, geralmente em um dos lados da cabeça, na fronte ou nas têmporas.
As crises de enxaqueca geralmente iniciam na puberdade, afetando um em cada dez adultos. O tipo mais comum é a enxaqueca clássica, sendo possíveis ainda os casos de enxaqueca basilar e enxaqueca de dor de cabeça múltipla. Vejamos mais sobre cada tipo:

- Enxaqueca clássica: possui como características básicas todas acima citadas, com o aparecimento de dores em apenas uma região da cabeça;

- Enxaqueca basilar: característica de mulheres jovens, envolve o transtorno de uma artéria que irriga a região posterior cerebral. Geralmente vem acompanhada por desmaios, cegueira temporária e tonturas.

- Enxaqueca de dor de cabeça múltipla: geralmente ocorre em homens, com dores que ocorrem em intervalos regulares em duas ou três vezes ao dia, durando entre uma e duas horas. O consumo de bebida alcóolica costuma potencializar a ocorrência deste tipo de enxaqueca, que se caracteriza por dor intensa e penetrante em volta dos olhos, das orelhas ou da face. Outros sintomas que acompanham a dor podem ser: lacrimejamento, congestão nasal e aspecto avermelhado no lado afetado. Geralmente, o indivíduo já acorda com dor de cabeça.

Para tratar qualquer tipo de enxaqueca, se faz uso de analgésicos, que apresentam bons resultados em crises esparsas. Em maiores frequências de crises, se faz necessário o acompanhamento médico para a escolha do remédio correto, o que seria recomendável em todos os casos, pois a automedicação pode levar a complicações se o problema for outro. Repouso e, se possível, dormir em um recinto escuro, apropriado ao sono, com o corpo totalmente relaxado, são outros fatores importantes para a melhora. Por provocar a contração dos vasos sanguíneos cerebrais, compressas de gelo também possuem efeito paliativo, evitando o uso exagerado de remédios.
Hábitos saudáveis, com tempo adequado de sono, evitar ao máximo situações de estresse e ingestão de alimentos que supostamente causem dores de cabeça são alguns modos de prevenção. Quanto ao tratamento, é importante um exame neurológico detalhado. Para dar subsídios ao seu médico, anote detalhes que ajudem no diagnóstico correto, analisando os critérios acima apresentados e os informe a ele. Informe também se já faz uso de algum medicamento ou, quando o medicamento adotado não estiver surtindo o efeito esperado, para que possa ser feita a substituição. Para evitar o fim do ciclo de uso de cada medicamento, por dependência química, evite ingerir remédios para a enxaqueca por mais de duas vezes a cada semana.
 

Veja também: (Ciência e Saúde) Feijão: Um excelente alimento na mesa do Brasileiro

 

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